domingo, 1 de abril de 2018

Minha história com a minha vó


Não sou desses netos que visitam a vó nos finais de semana, que fica com vó quando os pais precisam sair, ou que gosta de comida de vó mais que tudo no mundo. A verdade é que eu aprendi a ser filho, ombro amigo e até mesmo namorado, mas não aprendi a ser neto.

Orfão de meus dois avós paternos e de meu avô materno, me restou somente Josefa, minha vó. Restou ela para me ensinar a ser um bom neto, mas quem disse que eu aprendi?

Essa moça foi parar lá em casa sem querer. Moça? Desculpem. Quando eu nasci ela já era bem velhinha. Minha avó era uma velha que gostava de morar sozinha. Era uma mulher que mesmo morando perto, só aparecia em minha casa aos domingos para pegar um pedaço do bolo feito por sua filha mais velha, minha mãe.

Além dos domingos, a presença de minha vó era marcante em meu aniversário. Quando eu era criança ela sempre aparecia com cinquenta reais, esse era um dos meus presentes preferidos. Mas, logo nós, que nunca passávamos do “Obrigado pela grana! ” “Não é nada menino”, viramos parceiros de rotina.

Por precisar de cuidados médicos, minha vó passou a residir na mesma casa que eu, e sua presença foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Para vocês terem ideia, nesses poucos meses que passamos juntos, nós assistimos ao Show inédito de Roberto Carlos, bebemos escondido no Réveillon e insultamos muitos personagens de novelas mexicanas.

Fomos amigos zuretas, parças traquinas e almas perdidas. Fomos tudo isso, mas não fomos vó e neto. Sei disso porque o Alzheimer não a deixou, em nenhum momento, lembrar meu nome. Havia momentos em que o Alzheimer, além de sua memória, acometia seu bom humor. Tinha dias que ela não sabia onde estava, que horas eram e muito menos se devia, ou não, ficar onde estava. Ela procurava por meu falecido avô e chorava de saudade quando pensava em sua infância.

Essa semana minha vó vive seus últimos dias, no dia 25 de março de 2018, um derrame comprometeu o aprendizado entre neto e vó. Não posso dizer que vivemos muitas coisas juntos, mas sou grato pelo pouco tempo que passamos juntos. Não sei mesmo se foi o esquecimento, a idade, ou o derrame. Um desses três roubou minha chance de aprender a ser neto, mas nada nos impediu de sermos camaradas excelentes.

O luto veio, com a notícia de que ela não tem chances de vida sem a ajuda de aparelhos. Quando soube disso, eu senti que a vida realmente soa como um sopro. Minha vó foi para mim como um sopro, um sopro repentino que passou e me deixou à procura onde veio, porque eu estou ficando sem ar. 

Na segunda-feira, quando acordei para fazer a nossa vitamina, lembrei que agora a vitamina é só minha. Na segunda, quando separei revistas para a velha folhear, lembrei que ela não estaria mais lá. Agora, quando lembro dela, lembro da pessoa que chorava quando me via chorar.

Lembro da pessoa que falava “eita porra” quando via um beijo na novela, que me chamava de abestalhado quando soltava pum perto dela e que ria das minhas piadas. Minha vó, que pouco vó era, me propiciou as maiores pirraças do século e, modéstia à parte, mesmo enquanto camarada, ela foi a melhor vó do mundo.

Em memória de Josefa Souza dos Santos

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Sobre o primeiro mês de todos os anos

Nesse mês eu lembrei muito dos meus 4 anos na faculdade, dos amigos que conheci enquanto universitário, de como fiquei após meus primeiros relacionamentos afetivos e das minhas primeiras notas vermelhas. Esse foi um mês bem flash back, revivi os infortúnios desses últimos anos e percebi como todas as atividades desse ciclo me tornou mais forte.

Metas, Esperanças e Objetivos

Minhas metas estão todas na minha agenda, não sei dizer se ter voltado a escrever para o blog é uma delas, mas tamo ai né. Em 2018  espero ser mais virginiano e por em prática todas essas noções de detalhes que adquiri com auto-observação feita nos últimos 20 anos, de crescimento da minha identidade social. 

Leitura   

Em janeiro, só fiz uma leitura, o livro se chama A Escravidão no Brasil: trabalho e resistência, publicado pela editora FTD Educação, a obra foi escrita pelos pesquisadores Júlio Quevedo e Marlene Ordoñez. Esse livro estava aqui em casa há muito tempo, era um dos didáticos de quando meu irmão estudava. Meu interesse pela temática surgiu por estar numa fase de superação de problemas pessoas e conflitos internos e perceber que os meus problemas são pequenos diante da luta que os meus ancestrais tiveram, faz com eu me sinta capaz de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Filmes 

Após o termino da minha relação com o TCC (em dezembro de 2017), fiz uma listinha com filmes para ver nas férias e dessa lista, esses foram os filmes assistidos em janeiro: 

Beach Rats (2017) 



Esse filme conta a história de um garoto dentro de um armário, esse armário tem "seguranças", e são esses: a masculinidade do personagem, seus amigões héteros (super machos) e sua "namorada". O filme, a principio, é um drama difícil de lidar, não me trouxe representação, mas tem quem goste. O que torna o filme interessante e diferentão  de outros gêneros que tratam da mesma temática é a ambientação do longa-metragem.

Bicho de Sete Cabeças (2001)


Esse longa nacional retrata a realidade dos hospitais psiquiátricos do Brasil. Na trama, Neto (Rodrigo Santoro) tem problemas com uso de drogas e seu pai, Wilson (Othon Bastos), ao descobrir que o filho fuma um baseado, resolve interna-lo. O filme tem muitas cenas baseadas em fatos reais, de dentro do manicômio, cenas que farão o público chocar.   

O Monstro no Armário (2015)



Ainda não superei essa história, pretendo assistir novamente e resenhar de forma mais detalhada. 

Histórias Cruzadas (2011)



Se você está lendo isso e ainda não assistiu, assista! É um dos melhores filmes que eu já vi. 

Estrelas Além do Tempo (2017)


As três mulheres que protagonizaram esse longa, baseado em fatos reais, deram um tiro na sociedade daquela época. As atrizes (Taraji Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe) assumem a interpretação das personagens com perfeição e você vai amar todas elas. Chorei muito. Se você está lendo isso e ainda não assistiu, assista. É inspirador, é intenso, é incrível!


12 anos de escravidão (2013)


Leiam a sinopse desse filme antes de assistir e estejam prontos para história do Solomon Northup, que no filme é interpretado pelo lindo Chiwetel Ejiofor. Chorei muito com a atuação da maravilhosa Lupita Nyong'o, interpretando a Patsey. É um filme muito comovente. 

Música

Meu clipe/música preferido(a) de janeiro foi "Diáspora", o cantor do clipe é Tiago Elniño. 

Clipe:



Esse foi janeiro. Esse foi o meu começo. Esse foi o meu mês sem feriado. 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Projeto literário "Doce Poesia Doce" pública antologia poética

Imagem de Divulgação
A antologia intitulada "Doce Poesia Doce" está aberta para participação de todos aqueles que se interessarem em publicar uma poesia.

Os interessados em participar desse trabalho literário. devem enviar até o dia 8 de fevereiro de 2018 um poema de sua autoria, com no máximo 16 (dezesseis) versos, uma fotografia e biografia com até 1.000 caracteres, para os e-mails poesianasarvores@gmail.com e cogitoeditora@gmail.com. Para custear as despesas de edição e impressão, cada autor(a) deve efetuar o pagamento de uma taxa única de R$ 100,00 (cem reais) por meio de depósito identificado.

Essa ação, iniciada em 2017, é fruto do projeto "Doce Poesia Doce", que distribuiu 10 mil poesias impressas embalando balas doces. A ação foi responsável por distribuir os bombons em praças, hospitais, escolas e outros locais públicos da capital baiana. A antologia vem para fechar a iniciativa do escritor e músico Fábio Shiva, com a fotógrafa Fabíola Campos.

Confira o Edital no blog Poesia nas Arvores.

Dúvidas: cel.: (71) 9 9649-9442/e-mail: poesianasarvores@gmail.com/ cogitoeditora@gmail.com 







domingo, 28 de janeiro de 2018

Oficina incentiva 'focas' a utilizarem blogs como portfólio

Imagem: Divulgação
Inspirado pelo contexto em que me encontro e motivado pelo tema, participei de uma oficina sobre o uso de blogs por “focas”.

Como jornalista recém-formado e desocupado, tenho experimentado participar de algumas atividades de formação extracurricular. O interesse em marcar presença nesses eventos vem da crise de “agora sou adulto formado e não sei como lidar”.

Um dos eventos que participei nesse mês de janeiro foi uma oficina, intitulada o Uso de blogs como experimento para a prática jornalística. Ter descoberto essa iniciativa do Raulino Junior, foi uma das melhores coisas dessa semana e vou logo dizendo “QUERO BIS!”.

O evento, que ocorreu na Biblioteca Central do Estado da Bahia, foi direcionado a estudantes ou formados em comunicação que estão prestes a entrar no mercado de trabalho. A atividade apresentou uma abordagem histórica da criação dos blogs no mundo e explorou a plataforma discutida, como difusora de opiniões, sendo os blogs propagadores de críticas pessoais, informações e notícias.

O facilitador do evento, Raulino Junior, contou sua experiência como escritor do blog Desde que eu me entendo por gente, que está na web há 7 aninhos. Os relatos do jornalista aproximou os ouvintes do tema e trouxe aos presentes na atividade, a realidade de quem é formado e os benefícios que usar o blog como portfólio, pode trazer a carreira.

Foto: Patrícia Nascimento
Raulino é professor de língua portuguesa, jornalista e produtor cultural. Durante o evento, essa pessoa inspiradora, contou que a oficina encerra as comemorações de aniversário do seu blog.

*Observação: para quem não sabia, é chamado de foca, o jornalista novato, que está caminha para graduação ou profissão na área.

Obrigado Rau!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

TOP 20 - Citações Preferidas


20. “Há aqueles momentos em que parece que o amor não proporciona nada além de dor.” (Grey’s Anatomy)

19. “Quero que você perceba quando eu não estou por perto.” (Creep – Radiohead)

18. “Quantas cores tem teu paraíso se a tua foto é MPB?” (Leo Fressato)

17. “A consequência do destino é o amor.” (De janeiro a janeiro – Nando Reis)

16. “Se você não gosta de algo, mude-o. Se você não pode mudá-lo, mude o modo como pensa a respeito dele”. (Mary Engelbreit)

15. “Não creia no que seus olhos dizem. Tudo que mostram é limitação. Olhe com o entendimento descubra o que você já sabe e verá como voar.” (Fernão Capelo Gaivota – Jonathan Seagull)

14. “Nem toda amizade vai durar a vida toda, o que dura é a dor de quando a pessoa vai embora.” (Flash)

13. “A prisão da alma é a mente fechada.” (Escutei essa citação de alguém, mas não sei de onde é.)

12. “Revelações são janelas em nosso verdadeiro eu.” (Revenge)

11. “Mudaram as estações, nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu. Está tudo assim tão diferente.” (Renato Russo – Por enquanto)

10.  “Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são às palavras que nunca são ditas?” (Quase se querer – Legião Urbana)

09. “A vida não apenas continua, ela sempre recomeça.” (Martha Medeiros – Feliz Por Nada)

08. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.” (Salmos 23:4 – Bíblia)

07. “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” (Friedrich Nietzsche)

06. “O motivo pelo qual as pessoas desistem tão facilmente, é porque tem tendência a olhar para o que ainda falta, em vez de olhar para o que já conseguiram” (Autor Desconhecido)

05. “Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim.” (Andrea Doria – Legião Urbana)

04. “Na história de qualquer ser humano, há aplausos e vaias, pensamentos serenos e ideias perturbadoras, doces emoções e amargas experiências, júbilos e lágrimas.” (Augusto Cury – Seja Líder de Si Mesmo)

03. “Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso.” (Martha Medeiros – Feliz Por Nada)

02. “Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem vinda a experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou às emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.” (Elizabeth Gilbert – Comer Rezar Amar)

01. “Tenho uma guerra na minha cabeça.” (Ride – Lana Del Rey)

00. “O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando no fim terás o que colher.” (Cora Coralina)   

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sem Medo

Sou um motorista sem rumo, com paradas curtas, previamente decididas. Sou uma semente, dentro de uma laranja que provavelmente vai apodrecer, mas sei que ainda darei belos frutos. Sou eu, um herói às vezes fragilizado por dores do mundo. Sem medo de amar ou de errar, sou quem sou, sem medo de conviver nesse relacionamento crítico que tenho comigo.  


domingo, 25 de outubro de 2015

As aventuras de Tom Sawyer - Resenha



“As aventuras de Tom Sawyer” é um livro para quem gosta de aventura e acima de tudo para quem curte ler história de travessuras. Samuel Langhorne Clemens, que publicou esse livro com o pseudônimo de Mark Twain dá ao personagem Tom Sawyer experiências de sua infância. (Quando eu li essa informação na biografia de Mark Twain fiquei me perguntando, porque não tive aventuras desse tipo na minha infância).

Tom é uma criança inquieta, bastante hiperativa, que mora com a tia Polly e seu irmão Sid, uma criança bem comportada. Entre todas as aventuras a que o livro mais foca é a do cemitério, onde acontece um assassinato, e quem estava lá e viu o que realmente aconteceu? Isso mesmo o Sawyer, com seu amigo Huckleberry Finn (Huck).

Huck é morador de rua, e uma criança disposta a entrar em todas as aventuras propostas por Tom, ambos estão sempre em encrenca deixando a tia Polly de cabelo branco. No meio da história as crianças começam a procurar o tesouro, que eles nem sequer sabem que existe e acabam encontrando um tesouro real.


“Não se conta o que fizeram depois de crescidos, 
porque está é uma história de meninos, 
e não de adultos.” (Pág.:95)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Desabafo II - Passo por essa crise uma vez no mês


Gente, tenho que confessar, não estou bem resolvido com a minha vida e minha sanidade mental está entrando em crise. Esse é mais um daqueles meus desabafos, críticas nada moralistas onde eu fico bancando o idiota depressivo. Tentei conversar com minhas amigas mas não dá, porque começa a rolar competição, para ver quem consegue dar o discurso mais filosófico.

A culpa toda desse meu drama infeliz, é minha professora, bem, ela passou um documentário para assistir, “Crônica de um verão”, e nesse filme uma personagem social sai perguntando as pessoas se elas são felizes. Você é feliz?. Vocês não sabem o quanto essa pergunta pode ser perturbadora, se feita para um louco como eu. Até ai tudo bem, eu assisti o filme e refleti sobre isso, porém, uma ABIGA chamada Joice, perturbou as leis do universo, ela me fez a pergunta, eu queria dizer sim, mas não saiu a resposta.

Dizer que sim, seria muito fácil, e sairia no automático, mas eu não consegui refletir naquele momento, se eu realmente era feliz. Que droga, por que diabos ela foi me perguntar isso? Te amo Joice, mas você não me pergunte mais esse tipo de coisa. Ok, querida!

Voltando ao meu drama pessoal, eu continuei pensando numa resposta que justifique o meu “Sim”, de fato, eu sou feliz. Sou feliz e sexy. Eu só estou escrevendo tudo isso para dizer finalmente, porque eu sou feliz, mas antes de justificar minha resposta, quero definir para vocês o que eu acho que seja isso, a felicidade.

A Felicidade, em minha opinião, são aqueles conjuntos de momentos que você passa com seu amigo ou amiga que é besta e retardado, aqueles parentes amáveis que fazem você se sentir a vontade (esses são poucos e raros), seus pais que provavelmente te amam apesar das grosserias de sempre, seu gato fazendo o primeiro coco da vida dele quando ainda é filhote. (Gente, esse último do gato, é muito pessoal, eu geralmente faço uma festa quando tenho um gato que está ainda nas primeiras semanas de vida e ele faz o primeiro cocozinho. Eu sou louco por gatos.).

Bem, a felicidade se resume aos momentos amados, que passamos geralmente depois de um sufoco ou que vem do nada e tornam o tédio, uma alegria. Eu sou um super-dramático e me martirizo por tudo, minha mãe me chama de “melancólico” o tempo inteiro, mas eu posso dizer que sou um melancólico feliz. Por quê? Aaah, porque eu tenho sempre por perto pessoas incríveis e adoráveis, que me fazem na maioria das vezes, sorrir.

Eu sou feliz principalmente, por ser quem eu sou, por ter saúde, por não ser corno (eu acho, nunca se sabe), por ter conhecido pessoas horríveis e pessoas maravilhosas nesses 18 anos de vida, por amar e sofrer loucamente por cada uma das minhas paixões, e principalmente por saber ler e por estarmos no século 21 (não só por causa da tecnologia, mas porque as pessoas estão parecendo mais maduras.).

Também sou feliz, por você estar lendo esse texto, por ser cada vez mais sexy, por ter tido uma boa educação, por assistir series perfeitas e ter amigos para falar sobre elas, por ter amigos (no termino do meu último relacionamento me disseram que eu não tinha amigos, logo percebi que não dá pra namorar com alguém que nem te conhece.), por ter assistido “I Carly”, e por viver (espero que ninguém mais banque o perguntador pro meu lado, já que quem faz jornalismo sou eu, 2bjs.).

Sobre o titulo do texto “Passo por essa crise uma vez no mês”, foi ideia de Ilana Sodré fazer um texto com esse titulo (estávamos conversando sobre um assunto e eu falei a ela “Passo por essa crise uma vez no mês”, e ela me disse “isso é nome de texto”, e ai eu resolvi dar esse nome a esse desabafo), e o fato é, eu geralmente estou sempre me pegando numa dessas crises existenciais e essa foi a que mais durou, e eu estava remoendo a resposta e fico muito contente em poder ter o blog para me desabafar.

Já estou entrando em uma nova crise, logo, eu não tenho uma crise por mês, mas sim, uma por dia.

Por, Hércules Andrade

Crônica de um verão - Resenha



Você é feliz? Se sim essa resposta é baseada em qual justificativa? No que você carrega do passado, no que você tem no seu presente ou no que você quer para seu futuro? O documentário “Crônica de um verão”, gravado no verão de 1960 (lançado em 1961), se constrói com a exposição dos fatos, analisados pelos próprios diretores, Edgar Morin e Jean Rouch.

Nas ruas Nadine e Marceline começam a se deparar com respostas muito parecidas. E decide parar de fazer essas perguntas de forma avulsa, elas começam a ir onde as pessoas trabalham e na casa de alguns dos personagens sociais. “Para mim, a felicidade não é um objetivo...” essa é a resposta de um pintor que diz que tenta viver feliz, ele explicita que a felicidade venha a ser um conjunto de satisfações do dia a dia.

E a partir dai o maior questionamento, volta-se, no que diz respeito a como é a “vida” das pessoas, se elas estão satisfeitas com o que tem. Seguindo o gênero cinema realidade o conteúdo do filme é expresso da forma mais dinâmica possível o que é inovador já que os avanços eram bem recentes.

Considerado, pela Sight and Sound 2014 que é uma espécie de filme revista, o sexto melhor documentário de todos os tempo. Jean Rouch conseguiu inserir uma carga imensa no que diz respeito ao cinema realidade, verité (verdade).


“Homens e mulheres que deram momentos de sua existência a uma experiência de cinema-verdade”(Jean Rouch, Crônicas de um verão)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Imagens do Inconsciente 1: em busca do espaço cotidiano - Resenha

O filme “Imagens do Inconsciente 1: em busca do espaço cotidiano” é um documentário que conta a história  do Museu Imagens do Inconsciente, criado em 1943, no Centro Psiquiátrico Dom Pedro segundo, localizado no Rio de Janeiro.

O documentário analisa o trabalho realizado pelo hospital responsável pelo ateliê, canalizando toda a informação no que diz respeito ao uso da arte para terapia psiquiátrica, e como fonte de estudo científico ao tratamento dos pacientes que pintam.

“Imagens do Inconsciente”, aprofunda-se em mostrar a evolução do paciente, Fernando Diniz, que apresenta uma forte expressão plástica em suas pinturas. O filme que expõe seu conteúdo teórico, através de narrações, dos estudos já realizados trás ao “ouvinte” obras desse paciente analisando suas condições.

A crítica que o criador trás, é a falta do uso da pintura para meio terapêutico nos centros psiquiátricos, naquela época, segundo o texto de Nise da Silveiro (que é o criador do filme), é possível desvendar através das obras as emoções do paciente, sendo assim o uso das artes plásticas fornece aos médicos essa descoberta fazendo com que ele possa trabalhar esses problemas por esse meio.

A toda uma narração, dentro do documentário que não é ficticiosamente dramática, mas carrega uma forte iconografia depressiva afetando quem assiste, despertando o interesse pelo conteúdo. Apesar de ser um longa, realmente longo (rs), é impossível não se sentir preso ao filme.

Obs.: O filme “Imagens do Inconsciente 1: em busca do espaço cotidiano” é o primeiro da sequência, existem ainda outros dois chamados; “Imagens do Inconsciente 2: No reino das mães” e “Imagens do Inconsciente 3: A barca do sol”. As sequências, assim como no primeiro, focam na evolução de outros dois pacientes.



Desculpem-me

Perdão, eu fui uma pessoa muito, muito, má. Na verdade, eu diria que fui um sem vergonha, simplesmente parei de publicar, e vou usar a desculpa esfarrapada de que estava sem tempo, eu realmente estava sem tempo.  Amados leitores, juro solenemente publicar textos bons, na tentativa de compensar o tempo perdido. Tenho sido um vagabundo, ao invés de publicar, eu estava assistindo Revenge, Nip Tuck, Grey’s Anatomy, How to get away with murder, The flash e algumas outras series, eu também estava estudando para as matérias da faculdade.  MENTIRA.


P.S. Amo vocês <3

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A história de Fernão Capelo Gaivota - Resenha


Pessoas, não me julguem, eu adoro os livros que seguem o ‘gênero’ fábula, alguns podem parecer meio patéticos para serem apreciados por ‘adultos’ mas toda história nos trás algum aprendizado e eu adoro ler algo escrito por algum autor que sabe narrar bem, como bicho. Esse é o caso de “A história de Fernão Capelo Gaivota”.

Bem, antes de tudo, quero que saibam como esse livro chegou em minhas mãos. Uma amiga estava doando alguns livros de sua estante e foi amor a primeira vista, foi assim que esse queridinho veio parar em minhas mãos, tornando-se muito especial. (amo esse livro, é muito bom).

O livro conta a história de Fernão, que é uma gaivota como qualquer outra, porém com um sonho incomum, o de voar cada vez mais alto. “A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples fatos do voo (...) Para a maioria o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota contudo o importante não era comer, mas voar.”(Pág.:14-15)

Assim como na sociedade que vivemos as outras gaivotas se incomodavam com o desejo de Fernão Capelo Gaivota em querer voar, porém, mesmo com todas as tentativas alheias de tentar botar ele pra baixo, Fernão não se deixou vencer pelo cansaço e lutou pelos seus objetivos .

O destino acabou lhe reservando muitas surpresas. Essa é uma história bem curtinha, o livro é recheado de fotografia do Russell Munson, é muito gostoso de se ler.Não sei se é uma fábula, não acredito que seja, mas parece muito e um importante aprendizado (moral da história) é que devemos persistir nos nossos sonhos. “O truque Chico é que devemos tentar ultrapassar as nossas limitações progressivas e pacientemente.” (Pág.:138)


"O paraíso não é um lugar, nem um tempo. O paraíso é ser perfeito." (Pág.:89)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Diabo veste Prada - Resenha

Filme de 2006
Andrea Sanchs tem 23 anos e agora que é uma recém formada em Jornalismo ela se joga no mercado de trabalho de Nova Iorque em busca de seu primeiro emprego. Andy acaba sendo chamada para trabalhar na Runway que é (se não, a melhor), uma das melhores revistas de moda que existem.

Claro que trabalhar em uma grande revista de moda vai ajudar e muito, o seu currículo, o que ela não faz ideia é do que terá de aguentar para continuar nesse emprego que “qualquer garota daria a vida para ter”. O mais divertido é ver a adaptação que a personagem faz em seu guarda roupa, Andy que parecia um tipo de mulher comum torna-se uma garota bem cool.

Todos sabem que não é fácil equilibrar todas as nossas relações e Andrea se vê louca, dentro de algumas situações que a Miranda Priestly, que é sua chefe, a coloca. O namorado de Andrea, Nate (Adrian Grenier), a apoia desde o inicio, mas as coisas se complicam quando ele percebe que a namorada está o deixando em segundo plano, por causa do emprego.

Miranda, que é a chefe diabólica, é uma mulher totalmente dedicada a seu trabalho e ela não consegue facilitar as coisas para as pessoas ao seu redor por estar sempre priorizando o bem estar da revista. Andy que é sua assistente júnior, ainda tem de aguentar o estresse e ignorância de sua  colega de trabalho.

Os trabalhadores da Runway se veem loucos com a Miranda por perto, todos tentam agrada-la, de qualquer forma, mas poucos raramente conseguem. Em uma das cenas a Andy está em um jantar com o pai e a sua chefe liga de uma de suas viagens pedindo para que ela lhe consiga um voo no meio de uma terrível tempestade.

O desenvolvimento da história é muito engraçado ver as atrapalhadas da Andy e as maldades de  Miranda. Com sua atuação nesse longa Meryl Streep ganhou em 2006 o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia. Depois de dez anos de espera a sequência do filme finalmente vem vindo ai, "A Vingança Veste Prada: o Diabo está de volta". A estreia do segundo filme está programada para julho de 2016.

Por, Hércules Andrade

sábado, 12 de setembro de 2015

Todo dia - Resenha


Caros leitores, imaginem acordar todos os dias em um corpo diferente. Independente de gênero, opção ou família, imaginem como seria acordar em um corpo desconhecido com desejos, doenças e caprichos diferentes. Como será não ter um corpo? Bem, “A” como é chamado o personagem que protagoniza toda a história, vive essa aventura todos os dias.

Ele ou Ela, transmuta sua alma por diferentes corpos e sem um rumo certo a única coisa que A, consegue tirar de cada uma dessas vidas é aprendizado. Na história esse personagem não sabe explicar ao certo o por quê dele possuir essa habilidade, todo seu conhecimento a respeito das mudanças, foram adquiridos pelos anos, ele(a) conta que desde o seu nascimento ele não habita em um só lugar por mais de 24 horas.

Cada capítulo do livro conta um dia de A, em um corpo. Todas as pessoas que ele habita tem, somente, em comum a idade. Pode parecer estranho mas quando a à referência a cima ao personagem como ele ou ela, é por quê ele(a) não tem um gênero sexual e é alguém livre de preconceitos estereotipados pela sociedade, devido ao fato de habitar a diferentes tipos de corpos A, consegui ver e ‘sentir’ o que as pessoas passam.

“As informações estão ai. Acordo, abro os olhos, percebo que é uma nova manhã, um novo lugar. A biografia faz sua parte, um presente de boas-vindas do lado da mente que não é o meu. Hoje sou Justin.”(Pág.:7) Essa é a primeira vida apresentada aos leitores, e em como todas as outras A, procura as informações necessárias para sobreviver nesse corpo e dá seu melhor para que as pessoas não o estranhem.

É no corpo de Justin que A se apaixona loucamente por Rhiannon, que é namorada do Justin, e depois desse encontro tudo começa a mudar, ele(a) passa a encontrar formas de se aproximar da garota em cada vida que habita. No decorrer do livro há outra vida a qual A habita, e que o acompanha por um bom tempo, o nome do dono do corpo é Nathan e o personagem crê que o “Diabo” o possuiu.

Esse é um dos livros mais criativos que eu já li, ganhei de presente de aniversário e não conhecia o autor até uma amiga me presentear. A trama é muito atraente, não é um livro que vai fazer você rir ou chorar, mas sim refletir a respeito do que você faz, e o que te torna ser quem você é.

Meu corpo preferido foi o do dia 6.006, quando A, é Hugo, também gostei da vida de Ashley, Valeria e Michael o dia 6.022 como Michael é muito legal e bem louco. 
(Pág.: 62) 
Por, Hércules Andrade

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Qualquer Gato Vira-Lata 2 - Resenha


"O que você tem que fazer da sua vida,
faça hoje, aqui, agora,
 com a pessoa que você ama.
É isso que importa
 nada vale mais que isso."

A sequência do filme “Qualquer Gato Vira-Lata”, volta com a Tati (Cleo Pires), que está namorando com Conrado (Malvino Salvador), e juntos viajam ao México, pois Conrado vai apresentar um seminário que fala sobre o seu estudo de sexualidade humana, junto a esse debate estará outra autora apresentando seus estudos.

Nessa viajam, o casal se hospeda em um resort maravilhoso e Tati que pretende pedir seu namorado em casamento, acaba recebendo uma resposta inesperada, “Posso pensar”, é o que diz Conrado após o pedido. Nervosa com toda a situação a personagem decide voltar ao Brasil. Sua amiga Paula (Letícia Novaes), que foi convidada para a surpresa, tenta consola-la e impedir Tati de viajar, mas seu esforço não dá muito certo.

No caminho de volta a personagem que está saindo do hotel totalmente frustrada, encontra a ex esposa de Conrado, Angela (Rita Guedes), que por coincidência vai apresentar seu livro à Tati, dedicado totalmente a autoajuda. Tati resolve seguir no decorrer do filme, os conselhos da autora, tornando-a sua amiga.

Inicialmente tudo parece dar certo, mas depois seus planos começam a desandar e a personagem percebe que seria melhor ter seguido seus próprios instintos. No decorrer da Comédia romântica, o ex-namorado de Tati, Marcelo (Dudu Azevedo), aparece querendo recuperar sua amada.

O final do filme é bem esperado (sim, ele pede ela em casamento), o que desfaz o clichê são todas as atrapalhadas amorosas e complicações que eles passam pra tentar reatar. Um pouco antes do fim, o cantor Fábio Jr., aparece como pai da personagem Tati, dando conselhos a filha (o cara arrasa!).

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Gossip Girl-Vol.1 As delícias da fofoca - Resenha (Livro)

"Vou ficar de olho em todos nós."(pag.:09)
No volume um, de Gossip Girl, As delícias da fofoca. Você leitor vai conhecer o mundo fútil e secreto dos adolescentes da mais alta sociedade. O livro é narrado pela garota do blog, uma observadora obcecada pela vida dos estudantes riquinhos da Constance Billard School.

Dessa série de livros da Cecily von Ziegesar, surgiu a série televisiva “Gossip Girl”, criada por Josh Schwartz e Stephanie Savage. É uma leitura viciante, apesar da superficialidade de alguns personagens, o livro é cheio de fofocas e intrigas que provavelmente vai te prender do inicio ao fim.

Na história conhecemos a rica e popular Blair Waldorf que vive um estrelato particular, pois a personagem age como se estivesse num filme onde ela é a atriz principal. Todo reinado tem seu fim e é o que acontece quando Serena Van der Woodsen volta do internato onde estudava, acaba tirando a coroa de Blair (ou pegando-a de volta).

Serena “...era a garota que todos os caras queriam ter e toda garota queria ser.”(Pag.:26), Ao voltar, Serena encontra tudo diferente, Blair que era sua melhor amiga agora se mostra insuportável diante da sua presença. Entre as duas garotas ainda há o Nate que é namorado de Blair, mas que já se relacionou com a sua amiga.

A garota do blog nos apresenta outros personagens como Dan e sua irmã Jenny que não perde a chance em tentar se tornar amiga da Serena. Você também vai conhecer Chuck Bass que é um playboy com aspiração a pegador, Kati Farkas e Isabel Coates que seguidoras fiéis de Blair, e alguns alunos da Constance Billard School. 

"Nosso cocô ainda fede, mas não dá para sentir o cheiro
 porquê de hora em hora a empregada borrifa um desodorizador
 refrescante feito exclusivamente para nós
 por perfumarias francesas."(pag.:07)

Por, Hércules Andrade

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ônibus 174 - Resenha (Documentário)

Filme de 2002

O documentário “Ônibus 174” conta a história do Sandro que sequestrou um ônibus, e se tornou nacionalmente conhecido por tal evento que gerou uma grande tragédia. Dirigido por José Padilha, esse longa-metragem não trabalha a reconstituição dos fatos de uma forma generalizada, mas sim a trajetória de vida do algoz.

No que diz respeito a características, no filme a roteirização carrega em grande parte um extenso conteúdo exibido no modo expositivo de criação onde a carga em maior parte é de reportagens realizadas por emissoras televisivas que retrataram os fatos, ocorridos no dia 12 de junho de 2002.

A narração inicia-se com um dos conhecidos, um dos amigos, do Sandro. O documentário possui forte envolvimento no que diz respeito ao tipo participativo do gênero. As entrevistas tanto das vítimas do crime como dos parentes de Sandro levam a uma reflexão.


As entrevistas dadas pelas fontes que em parte contam histórias de infância do personagem social principal levam ao caminho de que ele se tornou a consequência dada aos parâmetros do que lhe foi proporcionado na vida. 

Por, Hércules Andrade

sábado, 29 de agosto de 2015

O misterioso caso de Styles - Resenha

O misterioso caso de Styles é o primeiro livro da Rainha, Agatha Christie. Se você espera que o primeiro livro dela não deva ter sido tão bom, você se enganou. O enredo é surpreendente, cheio de personagens, cheio de reviravoltas e não é a toa que a autora acabou consagrada e se tornando a preferida de muitos. (MINHA PRECIOSA). 

Bem, é nesse livro que o magnífico Hercule Poirot aparece pela primeira vez, não se esquecendo do amável Capitão Hastings que começa também nessa trama seu inicio como narrador da história, mostrando os fatos diante do seu ponto de vista, o que é de extrema importância.

Sim, apesar de alguns garfes e atrapalhadas cometidos pelo capitão, todo o enredo é otimamente entendido através do personagem, enquanto Poirot sempre se mostra um passo a frente, Hastings trás os fatos e os junta dentro de sua concepção que é bastante conturbada. (risos).

Sem o desenvolvimento do personagem, não conheceríamos bem a trama, pois é sempre o Capitão Hastings que está a par da situação ele sempre é quem tem maior contato com às vítimas, porém sem Poirot demoraria muito tempo a resolver os casos.

A história se passa na mansão Styles que tinha sido adquirida pelo Sr. Cavendish no começo de sua vida matrimonial, ao falecer deixou toda herança para sua esposa Emily, que cuidou de Lawrence e John Cavendish, filhos de seu falecido. Que são criados desde pequeno pela madrasta, considerando-a como mãe.

John praticou advocacia, mas optou por uma vida mais calma, junto a sua bela esposa Mary. Lawrence o filho mais novo formou-se médico, no entanto ele não exercia tal profissão passando a viver em casa com suas ambições literárias.

Emily tornou-se a esposa de Alfred Inglethorp que na Mansão Styles moram juntos a John (e sua esposa), e Lawrence. Na casa além dos empregados e da família estão os amigos e acolhidos da Sr.ª Emily Inglethorp. Evelyn Howard (Evie) que é uma acolhida da Senhora Inglethorp, tem função de faz-tudo e é considerada uma boa amiga da família.

Mlle Cynthia que também é moradora da casa foi acolhida pela Sr.ª Inglethorp por ser filha de uma amiga de infância. Outro personagem que aparece de forma recorrente, mas bem suspeito é o Dr. Bauerstein, que é um velho amigo de Emily, considerado um dos maiores especialistas de veneno ainda vivo.


A tragédia acontece de uma forma bastante inesperada. Todos acabam sendo suspeitos e de fato existem provas que farão com que todos passem pela real acusação do assassinato, mas o interessante mesmo é a explicação dada por Hercule Poirot, sobre como ocorreu o crime, e de como todo o plano do assassino foi desenvolvido.

Por, Hércules Andrade

Minha história com a minha vó

Não sou desses netos que visitam a vó nos finais de semana, que fica com vó quando os pais precisam sair, ou que gosta de comida de vó mai...